TU
"Tu és um saco de pulgas. Tu nunca tiveste um minuto de trabalho. Tu lambes a cara aos desconhecidos com a única intenção de me envergonhar. 
Por vezes, tresandas como uma manta velha, mal cheirosa e húmida.
Não és apenas daltónico, tu nem sequer sabes distinguir uma carpete de um sofá.
Tu finges que achas a palavra “não” incompreensível. Tu insistes em partilhar o teu desafinado latido com a vizinhança inteira.
Por alguma razão, tens medo de estátuas. As estátuas põem-te louco.
Tu não tens vergonha nenhuma.
Tu és a coisa mais preguiçosa, suja, teimosa e presunçosa que conheci em toda a minha vida.
Mas eu acho que és perfeito."

Por vezes, tresandas como uma manta velha, mal cheirosa e húmida.
Não és apenas daltónico, tu nem sequer sabes distinguir uma carpete de um sofá.
Tu finges que achas a palavra “não” incompreensível. Tu insistes em partilhar o teu desafinado latido com a vizinhança inteira.
Por alguma razão, tens medo de estátuas. As estátuas põem-te louco.
Tu não tens vergonha nenhuma.
Tu és a coisa mais preguiçosa, suja, teimosa e presunçosa que conheci em toda a minha vida.
Mas eu acho que és perfeito."
